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Comunidade peruana alerta: 30 dias para evitar anexação ao Brasil

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Uma comunidade indígena no extremo norte do Peru, localizada na região de Loreto na tríplice fronteira com Brasil e Colômbia, lançou um 'ultimato' ao governo peruano. O povoado de Bellavista Callarú, habitado majoritariamente pela etnia ticuna, apresentou demandas urgentes relacionadas à segurança, presença institucional e oferta de serviços básicos. A comunidade afirma que há falta de atenção do Estado na fronteira, o que contribuiu para a escalada de violência marcada por assassinatos, extorsões, ameaças e casos de sicariato.

Segundo as autoridades locais, o abandono estatal na região permitiu que organizações criminosas ligadas ao narcotráfico operassem com liberdade, alimentando uma crescente violência. O líder da comunidade, Desiderio Flores Ayambo, declarou que a ausência de policiamento permanente, sistema de Justiça, atendimento de saúde adequado e infraestrutura educacional suficiente representa uma crise crítica que já causou graves danos à população. 'Se não houver uma resposta concreta, consideraremos alternativas drásticas, incluindo a anexação ao Brasil', afirmou, em entrevista ao jornal local La Región.

Os líderes locais destacaram que a comunidade não recebeu a visita de ministros ou do governador regional de Loreto há anos, o que contribuiu para a falta de atenção e agravamento da situação. A região é considerada uma das mais sensíveis da Amazônia peruana, com impacto direto no equilíbrio regional e na segurança nacional. A comunidade, segundo a Base de Dados de Povos Indígenas do governo peruano, tem população total de 1.118 pessoas.

Os comentários da comunidade sobre a falta de serviços públicos e a precariedade das condições de vida reforçam a necessidade de uma resposta imediata. A comunidade indígena de Bellavista Callarú está enfrentando desafios significativos, como a falta de presença efetiva do Estado, que tem sido associada a uma série de problemas em áreas essenciais como saúde, educação e segurança. O alerta foi divulgado para incentivar uma resposta do governo peruano dentro de 30 dias, caso contrário a comunidade considerará a possibilidade de se integrar ao território brasileiro.

Essa situação reflete um problema mais amplo relacionado à gestão estatal em regiões fronteiriças, onde a falta de atenção pode ter consequências sérias para a segurança e desenvolvimento regional. A comunidade indígena de Bellavista Callarú está chamando para atenção a necessidade de uma resposta efetiva do governo peruano, já que a região é crítica para a estabilidade e segurança do Brasil, do Peru e da Colômbia.

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