A decisão do ex-presidente americano Donald Trump de revogar a tarifa adicional de 40% sobre uma série de produtos brasileiros gerou reações positivas no Brasil. No entanto, especialistas alertam: nem todas as taxas foram eliminadas, e o impacto total nas exportações brasileiras ainda precisa ser analisado.
O Que Mudou?
Entidades como a Amcham Brasil e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) celebraram a revogação da tarifa para produtos como café, carne bovina, banana, tomate e açaí. A medida tem efeito retroativo a 13 de novembro e permite o reembolso de produtos já exportados. A Amcham avalia a medida como um avanço importante para a normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas.
O Que Ainda Precisa Ser Resolvido?
Apesar do avanço, mais de 62% das exportações do Brasil aos Estados Unidos ainda permanecem sob algum tipo de tarifa adicional, segundo cálculos da CNI e da Amcham Brasil. A CNI ressalta que uma parcela significativa das exportações aos EUA permanece com tarifa combinada de 50% (10% das chamadas tarifas recíprocas e 40% de tarifas adicionais específicas para o Brasil).
- Tarifas Recíprocas: Algumas tarifas recíprocas de 10% ainda estão em vigor.
- Outros Produtos: A Amcham defende a necessidade de intensificar o diálogo entre Brasil e EUA para eliminar as sobretaxas de produtos que continuam sendo impactados.
Ricardo Alban, presidente da CNI, declarou que a remoção da tarifa de 40% a produtos agrícolas brasileiros é um avanço concreto na renovação da agenda bilateral e condiz com o papel do Brasil como grande parceiro comercial dos Estados Unidos.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) considerou que a medida alivia setores que vinham enfrentando perda de competitividade no mercado norte-americano. A expectativa é que a medida impulsione o comércio entre os dois países e beneficie diversos setores da economia brasileira.